O exercício da medicina envolve decisões técnicas, complexas, e com elevada responsabilidade. Além da prática clínica, os profissionais da saúde passaram a conviver com o grande crescimento da judicialização, tornando indispensável o acompanhamento por uma assessoria jurídica ética, estratégica e especializada.
Dados da Associação Médica Brasileira (AMB), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e de outras instituições demonstram o avanço expressivo das demandas judiciais envolvendo médicos. Em 2024, foram registradas 74.358 ações judiciais, frente a 12.268 no ano anterior, representando um aumento de 506%.
No Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ginecologia e Obstetrícia concentram 42,6% dos processos relacionados à responsabilidade médica, seguidas por Ortopedia e Traumatologia (15,91%) e Cirurgia Plástica (7%). O levantamento do CNJ revelou elevados índices de deferimento das demandas em saúde: Entre agosto de 2024 e julho de 2025, 73% das liminares na saúde pública e 69,5% na saúde suplementar foram concedidas, com índices de procedência final de 84% e 87%, respectivamente.
Nesse contexto, a assessoria jurídica vai muito além da atuação em processos judiciais. A prevenção de riscos, a orientação estratégica e a defesa técnica qualificada são instrumentos essenciais para a proteção da carreira, do patrimônio e da reputação dos profissionais da saúde.